Caos interno, luzes urbanas....
Sentimentos em conflito, jogo de palavras obscuras....Um quê de solidão!
A multidão caminha em direção ao caos, que urbano quase nos atropela, infinitas mensagens atravessam nossas mentes, incautas aceitam a ilusão travestida de verdade suprema.
Vã necessidade de aprovação...o outro sempre foi melhor...
Melhor em quê? Me pergunto assombrada!
Foi melhor.
Sua importância irreal me levou 'as masmorras do sofrimento e minha alma ao caos!
A covardia é o caos na sua forma mais cruel e nos faz sofrer.
É preciso ter coragem para romper o silencio... o silencio da importância real que temos.
Sempre me soube covarde!
A dor de se saber covarde é imensa e intensa, mas não maior que a vontade de romper este elo enfraquecido do caos absoluto.
O tempo é meu melhor aliado, e a covardia aos poucos, se torna fraca...destemperada...obsoleta.
Sei hoje de minha importância, rompo o silencio, a coragem se torna intensa.
O caos que ainda me habita, decorre da violência de palavras e atos.
Legiões de seres que não suportam a luz, vivem seu próprio caos interno! Fazem parte da multidão.
Jogam palavras a esmo, desesperadamente procuram a sombra e a escuridão.
Mal sabem que a Luz só pode ser acesa pela coragem!
Covardia e coragem fazem parte de um mesmo sentimento, o herói um dia foi covarde, assim como o bem e o mal são partes integrantes de um mesmo ser, a luz e a sombra também são partes de um poder maior.
Acender a luz da consciência, não é fácil, há que se despir da covardia.
Mas a covardia de nem tentar, pode nos levar invariavelmente ao fracasso e ao caos!
E o caos é o inicio do processo!